"Tudo que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem não façam nada." (atribuída à) Edmund Burke.
sexta-feira, agosto 02, 2013
Ineptocracia
sexta-feira, março 08, 2013
Aula sobre Socialismo
"Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."
segunda-feira, novembro 01, 2010
Mais do Mesmo
Independentemente do resultado da eleição, consagrando Dilma, Lula e o PT, teríamos mais do mesmo pelos próximos quatro anos mesmo que o Serra fosse o eleito.
As propostas e posições dos dois candidatos eram muito semelhantes e foram ficando cada vez mais parecidas ao longo da campanha a medida que o marketing político ia recomendando concessões de cada lado. Assim foi com Dilma em relação a questões fundamentais para os segmentos religiosos e do Serra demonizando as privatizações que ajudou a realizar.
Ambos se travestiram de personas fabricadas sob medida às conveniências eleitorais e as fantasias serão despidas pelo eleito ao longo do caminho.
No caso específico do Serra foi extremamente lamentável ter tentado devolver para a oponente o mesmo veneno que ela destilou contra ele quanto ao agit prop de privatização da Petrobras.
O Aécio hoje já adiantou que para o futuro político do PSDB caberá se resgatar o legado da era FHC e a defesa das privatizações feitas e o benefício que trouxeram para o país e que são evidentes hoje.
A Vale, por exemplo, é uma empresa muito melhor do que quando era estatal e jamais teria o tamanho que tem hoje, muito maior, se ainda o fosse. E é um anacronismo que se pense que tirar minério de ferro do solo, uma commodity, ou produzir placas de aço, sejam missões do Estado que não consegue sequer prover educação, saúde ou saneamento com o mínimo de qualidade.
E talvez mais importante que tudo: perto de 6000 cargos de indicação de políticos desapareceram da face da terra. O quanto de dinheiro de inevitáveis negociatas foi poupado até hoje? O quanto de aparelhamento político-partidário e loteamento para os “aliados” não foram evitados? De quantos escândalos a “la Correios” e “mensalões” fomos salvos?
Mas não há de ser nada, a estatal puro-sangue PetroSal vem aí, com o seus bilhões e bilhões de dólares de petróleo, e não devem faltar oportunidades para tantos quantos sejam os “companheiros” sob a batuta do Zé Dirceu. Ninguém deve ficar ao largo…
quinta-feira, outubro 21, 2010
quinta-feira, outubro 14, 2010
Sobre Laicidade, Razão e Democracia
Muito se tem bradado ou brandido a laicidade do Estado brasileiro como argumento para tentar-se desqualificar, liminarmente, todo e qualquer debate político de tema que tenha origem ou seja de interesse de alguma crença religiosa, ficando implícito nesses casos que tais inserções no debate seriam “anti-democráticas”.
Se confunde, muitas vezes intencional e maldosamente, estado não confessional, aquele que não abraça nenhuma religião, em princípio para acolher a todas, com Estado Amoral. Há aqui uma crença oculta, com origem no Iluminismo, de que exista uma tal Razão, como que flutuando acima da História e do homen, com lógica própria e consistência interna, que está acessível a quem quer que conheça seus preceitos e métodos, e que prescinde de qualquer crença ou conhecimento anterior e ainda, horror dos horrores, da Tradição. Tal Razão seria moralmente neutra, mas se constituiria no primordial instrumento ou ferramenta para a ação de governantes em um “Estado laico”. Bem sabemos que tal crença frequentemente descamba em sociopatia e genocídio com múltiplos nomes (fascismo, nazismo, socialismo ou comunismo). É que como os chatos dos humanos insistem em não se encaixar nos “belos” sistemas e esquemas “racionais-amorais”, a solução “lógica e consistente” do sistema é eliminar os humanos.
Um contra-ponto final é lembrarmos que uma das nações mais democráticas de toda a história, o Reino Unido da Grã-Bretanha, é um Estado Confessional, com Igreja oficial “estabelecida” (de fato duas: Anglicana na Inglaterra e Presbiteriana na Escócia, uma se referidndo a outra como “dissidente” ou “não-conformista” e ambas com o rei/rainha como autoridade máxima).
Portanto, não há nada de fenomenal ou essencial na propalada laicidade do Estado, frequentemente usada para coibir expressões de religiosidade. O que é fundamental é a liberdade religiosa e o respeito à pluralidade.
Sobre Moralidade e Política
Muito se tem criticado como espúrias ao processo político-eleitoral o debate sobre temas de ordem moral, cujas crenças subjacentes são frequentemente de origem religiosa. Não misturar “religião” com política, ou “o Estado brasileiro é laico, está na constituição”, “isso não é assunto para eleição” e tantos outros motes são repetidos a exaustão.
Primeiramente vale destacar que não há debate religioso misturado com a política partidária: não me recordo de discussões teológicas sobre qualquer tema de crença de qualquer denominação religiosa, como “predestinação” versus “livre arbítrio”, por exemplo.
O que se tem questionado e debatido é a posição dos candidatos quanto a temas de elevado significado moral para vastos segmentos dos eleitores que confessam alguma das vertentes religiosas existentes (mas isso não é exclusividade de crentes!). Essas pessoas pautam a integralidade de suas vidas pelas crenças e valores que abraçam, e isso inclui a dimensão política: elas não querem ver pessoas com poder político que possam vir a ameaçar, por legislação ou ato executivo, o modo de vida que acreditam como o correto. Isso é um direito inquestionável delas assim como de seus líderes religiosos de abertamente recomendar ou não determinados candidatos quanto ao protagonismo ou antagonismo aos seus valores!
Além do mais, toda ação humana tem um valor moral, muitas vezes até inconsciente para o agente, motivando ou justificando o seu ato. Isso é mais verdade ainda em política, já que governar é administrar a eterna escassez de recursos, fazer escolhas e arbitrar prioridades, sempre privilegiando segmento(s) da sociedade em detrimento, momentâneamente ao menos, de outro(s) (de menor prioridade ou mesmo de interesse antagônico ao do governante).
O debate político deveria se dar inicialmente exatamente pela exposição da “visão de mundo” de cada candidato, seu conjunto de crenças e valores e o que quer modificar, como e para quem para atingir sua visão. Só a partir daí faz sentido se discutir carteira de projetos e programas de governo que sejam consistentes com essa visão e valores. Discutir mais ou menos bolsa família, mais ou menos aumento para aposentados, trem-bala ou privatizações ficam ocas ou sem sentido, e as escolhas dos cidadãos eleitores ficam inevitavelmente pobres.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Desinformação: Dilma e o Aborto
Em Outubro de 2007, quando diretamente questionada sobre sua posição sobre a legalização do aborto, a senhora Dilma Rousseff disse com todas as letras e convicção possível ser favorável a sua descriminalização. Veja o vídeo abaixo:
É possível que um adulto mude de crenças que estão enraizados no âmago do seu ser? Certamente que sim. Entretanto, o usual é que tais mudanças ocorram paulatinamente em uma escala de tempo que se mede em décadas e em geral refletem o amadurecimento do indivíduo. Por exemplo, um adolescente ou mesmo um jovem adulto pode avaliar o aborto provocado como algo palatável e na maturidade, após ter filhos ou netos, estar na posição oposta e se tornar um firme opositor dessa prática. Não se espera que pessoas de meia-idade sãs tenham mudanças de crenças em temas fundamentais de ordem moral.
Mudanças repentinas são também possíveis quando se sofre um grande trauma. Alguém pode passar a defender a pena de morte ou o endurecimento penal se sofrer, ele próprio ou algum ente querido, uma grande violência ou injustiça. Num sentido positivo, outro pode passar a professar crenças e valores de uma religião se tiver uma Revelação.
No caso da senhora Dilma, uma mulher madura e mãe de adulto(s), e ao que se conste sem nenhum episódio traumático ou transcendente recente, essa inversão completa de “polaridade” sobre o aborto teria ocorrido nos últimos 3 anos. Será? Não me consta também que ela tenha reconhecido uma mudança de posição nesse período e os arautos de seu partido bravateiam indignados como se ela nunca tivesse tido opinião distinta da qual deu testemunho cabal.
Agora, os agentes de desinformação do PT é inútil chiarem que a internet livre está espalhando “boatos insidiosos” a respeito do assunto quando existe prova documental visual! A técnica leninista-orelliana de repetir uma mentira até que ela se torne verdade não pode prosperar nesse caso. É mais pungente ainda quando se sabe que o partido fechou questão pela descriminalização nesse mesmo ano, para todos os seus filiados, o que obviamente inclui a senhora Dilma, e é no mínimo “exótico” que eles próprios defendam que ela seja dissidente de uma posição partidária fechada. Então tá, ela pode mas outros não.
A verdade deve prevalecer, e a partir daí cada eleitor faz sua avaliação e seu julgamento.
segunda-feira, outubro 04, 2010
Hegemonia Petista: Tempos Sombrios Adiante
"É comum o indolente ver seus direitos serem tomados pelos ativos. A condição sobre a qual Deus dá liberdade ao homem é a eterna vigilância; se tal condição é descumprida, a servidão é, ao mesmo tempo, a conseqüência de seu crime e a punição de sua culpa"- John Philpot Curran (parlamentar irlandês, 1750-1817)
O pequeno júbilo de todos que se opõem há consolidação da hegemonia petista, pelo quase inesperado segundo turno na eleição presidencial, evanesce ao constatar-se que o avanço já obtido por suas hostes e aliados tendem a garantir maioria parlamentar suficiente para promover mudanças constitucionais sem poder de veto da mirrada oposição em vias de extinção acelerada. Ameaças sombrias como o PNDH-3 e seus tantos congêneres, o cerceamento da liberdade de imprensa e todas as frentes do ativismo de guerra cultural devem se avolumar assustadoramente no provável governo Dilma Roussef. Como vaticinou José Dirceu, agora é a vez e a hora do PT.
O PSDB segue no papel de coadjuvante menchevique, cuja única razão de (ainda) existir é para servir de instrumento dialético à consolidação do projeto de poder petista. O Democratas coloca-se em situação semelhante ao ter-se tornado apenas uma sombra dos tucanos e tendo renunciado a mostrar-se e firmar-se como uma oposição verdadeira de valores e propostas. Seus caciques se contentaram em lutar para sobreviver e preservar seus feudos regionais, renunciando a uma potencial identidade democrata-liberal e muito menos de corte conservador. Ambos agora pagam o preço por sua leniência servil e caminham a passos largos para tornarem-se irrelevantes e descartáveis no futuro político muito próximo, depois do acachapante esmagamento sofrido nas urnas.
Não há oposição política verdadeira agora, dentro em breve não haverá nem para figuração.
sábado, agosto 21, 2010
Desinformação: a Mídia, o PT e as FARC (e Chávez também...)
É bastante curiosa a cobertura da grande mídia impressa quando se torna inevitável ter de mencionar as FARC, em especial se houver alguma tangência constrangedora com pessoas ou organizações brasileiras.
Nas últimas semanas isso ocorreu pelo menos duas vezes: a primeira foi quando o deputado federal Índio da Costa acusou o PT de vínculos com as FARC (da alegada associação ao narcotráfico ele se retratou posteriormente). A mídia noticiou a acusação, a revolta do PT com a mesma e o processo judicial que o partido anunciou abrir contra o deputado e também relatou a defesa de Serra ao seu colega de chapa candidata à presidência da república, que afirmou ser pública a ligação histórica entre as duas organizações (ao que eu saiba, Serra não está sendo processado). Relatadas as afirmações e as posições subsequentes das partes, a mídia parece ter se dado por satisfeita com o assunto e rapidamente o deixou para trás.
Em um segundo caso, o então presidente colombiano Álvaro Uribe acusou o governo Venezuelano de abrigar múltiplos acampamentos das FARC, com milhares de narco-terroristas, que serviriam de bases seguras para ataques ao território colombiano. O presidente Uribe parece ter apresentado provas ou evidências disso em um foro de países sul-americanos. Em resposta, o presidente Hugo Chávez rompeu relações diplomáticas com a Colômbia como registro e materialização de sua indignação diante da gravidade da acusação. De forma idêntica à primeira situação, a grande mídia se contentou em relatar as alegações e reações de cada lado.
Em ambos os casos não houve qualquer interesse em investigar o mérito das alegações opostas de cada parte e prover ao público indicações jornalísticas de com quem deveria estar a verdade, pois ou ela está com uma parte ou com a outra, já que estão em perfeita oposição, uma sendo a negativa da outra, e não podendo haver um meio termo, meia verdade ou "meia razão". Além disso, os méritos são absolutamente substantivos, materiais: ou o PT tem (ou teve) algum tipo de vinculação com as FARC ou não tem; ou existem acampamentos dessa organização em território venezuelano, sem reação ou oposição de seu governo, ou não existem os tais acampamentos.
A atitude da mídia é a própria negativa da razão de ser do jornalismo, que precisa ser investigativo por natureza. É assim que se dá, por exemplo, em casos criminais de grande repercussão: ou o goleiro Bruno matou ou mandou matar sua amante ou não o fez e é inocente; e vimos todos o exaustivo esforço jornalístico nesse assunto.
Em não tendo tido a imprensa atitude semelhante nos dois episódios, só há duas hipóteses possíveis:
- O conteúdo ou mérito das acusações são muito irrelevantes ou desinteressantes, fatos banais mesmo, um “não assunto”, não merecendo energia investigativa na busca de saber com quem está a verdade afinal, e assim seriam equivalentes às brigas de bar que acabam com feridos ou mortos onde se relata apenas a confusão e suas consequências, mas o estopim é automaticamente reputado como irrelevante. Entretanto, parece que os acusados não compartilham dessa visão, pois reagiram muito indignadamente, com negativas veementes, processos judiciais ou rompimentos diplomáticos;
- Descobrir e informar a verdade quando se trata de relações fraternas com as FARC não é conveniente, devendo os fatos, sejam eles quais forem, permanecerem encobertos.
Para a primeira hipótese, devemos arguir porque a mídia avaliaria que a eventual associação entre um partido político brasileiro com uma organização terrorista, em luta armada com governos legalmente constituídos e democráticos de um país amigo e fronteiriço, além de ser fornecedora de drogas para o tráfico nacional, não se reveste de importância alguma ao público brasileiro. De forma semelhante, porquê não nos interessaria saber se é fato que um outro país vizinho e amigo acolhe tal organização em seu território em um ato de hostilidade ao primeiro?
Para a segunda hipótese e suas implicações, o leitor deve tirar suas próprias conclusões.
quinta-feira, abril 15, 2010
Tributo aos Heróis de Sempre
O Quê Há de Errado com Niterói?
Somos Responsáveis?
sexta-feira, maio 02, 2008
Dissuasão e o Rigor da Lei
Valores Essenciais da Justiça
- Reparação: a Justiça exercida pela sociedade é fruto do progresso civilizatório em frente da vingança ilimitada exercida pelos indivíduos ou de seus sucedâneos moderadores ("olho por olho, dente por dente"). Prover reparação proporcional ao dano causado às vítimas ou seus familiares é o alicerce e objetivo fundamental da aplicação da Justiça, que quando sistematicamente não satisfeito, paulatinamente nos devolve à barbárie. O senso de justiça ou reparação se estende das vítimas diretamente afetadas para a toda a sociedade e é elemento primordial de manutenção de nossos valores éticos e morais. Tais valores impõem também que haja limite na reparação exigida ao perpetrador de um crime, segundo regras pré-estabelecidas e aceitas pela sociedade. A lentidão na aplicação da justiça impede muitas vezes o provimento da reparação devida, frustrando portanto a aplicação da própria Justiça,
- Proteção: nos casos em que o criminoso represente uma ameaça para as demais pessoas, seu afastamento do convívio social, por reclusão, é o segundo aspecto fundamental.
- Dissuasão: a aplicação da Justiça deve ser elemento dissuasório e exemplar para que outros indivíduos se sintam desencorajados a perpetrar crimes. Valores morais adequados são os principais elementos que mantém a maioria da população de uma sociedade saudável longe de práticas criminosas. Para os demais, a decisão ou não de se cometer um crime virá de uma análise de risco, que é a composição entre a probabilidade de ser pego, julgado e condenado com a consequência (pena ou reparação) que terá que sofrer. Esse aspecto será mais desenvolvido no próximo post.
- Quitação: o cumprimento da Justiça, ou seja, a prestação da reparação pelo criminoso, lhe provê a quitação de seu débito para com a sociedade, incluindo suas vítimas, de modo que alguém não tenha que pagar múltiplas vezes pelo mesmo erro, e é elemento fundamental da Justiça.
- Recuperação: espera-se que a aplicação da Justiça se dê de forma a ser elemento educativo no sentido de que o cidadão que cometeu um crime possa retornar ao convívio social com o firme intuito de não mais errar. Porém, esse aspecto que muitas vezes é tratado como o de maior prioridade pelos "agentes sociais", deve ser preocupação subsidiária da sociedade após os demais quesitos terem sido satisfeitos.
A frequente inversão ou relativização desses valores desvirtuam a adequada abordagem do descalabro na segurança pública, corrupção e senso de impunidade generalizadas.
terça-feira, janeiro 01, 2008
"Terrorista quem, eu"?
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domingo, dezembro 30, 2007
Guerra Cultural: Aborto, debate pobre
- "As objeções à legalização, geralmente de fundo religioso(...)" Aqui o argumento recorrente que procura desqualificar liminarmente os opositores pelo simples fato de suas convicções eventualmente terem origem em crenças religiosas ou por ser a Igreja, em todas as suas confissões, a principal porta-voz da população contrária a descriminalização do aborto. O conjunto de valores éticos e morais de uma sociedade tem, em sua grande maioria, origem religiosa, e mesmo não-crentes comungam largamente de tais valores, que são intrínsecos e inseparáveis da sociedade, eles definem quem nós somos como civilização, povo, comunidade e indivíduos. Em uma sociedade democrática, os valores da maioria da população devem prevalecer, independentemente de sua raiz. Pois bem, a maioria do povo brasileiro identifica o aborto como um crime contra a vida humana e portanto coibi e nega esse "direito" aqueles que eventualmente pensem diferentemente.
- "(...)devem ser respeitadas enquanto escolha ou livre opção, mas precisam ser situadas fora do debate político." Pueril tentativa de flanqueamento: "pensem o que quiserem, mas como seus argumentos já foram liminarmente desqualificados por vício de origem, passemos a próxima etapa sem sequer ouvi-los, estando portanto banidos da vida política e da possibilidade de fazer valer seus pontos de vista, e nós, a minoria organizada e engajada, prevaleceremos sobre todos vocês".
- "Sendo laico, o Estado brasileiro deve discutir o tema como problema de saúde pública, não como questão moral." Custo a crer que seja por ignorância que se confunda a separação institucional entre Estado e Igreja com a desconsideração pura e simples das crenças e valores da população a quem pretensamente os homens públicos representam. No limite, se esse preceito fosse levado às última consequências, seríamos dominados por uma tirania sanguinária e amoral. Todas as questões públicas são de fundo moral e a moral e a ética têm de estar presentes e embasar as escolhas e decisões dos governantes, aliás, como em tudo na vida das pessoas.
Vamos aguardar o próximo round nessa batalha, o próximo artigo, com a mesma ladainha de sempre. Se o Congresso fizesse sua parte e votasse e rejeitasse de vez esse projeto de lei ignóbil talvez tivéssemos um pouco de sossego...
Não ao Cadastro Racial
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
A Resposta da PF
Recebi da PF a seguinte resposta (grifos meus):
"MSG nº 417/12/2006 - DCS (...)
A Polícia Federal, como toda e qualquer polícia do mundo, não tem como presumir de imediato que o senhor não tenha débitos judiciais. Partindo desse princípio é que exatamente, com base no poder de polícia, tais questionamentos são feitos, visando verificar procedimentos de rotina. Tal postura é inerente ao trabalho policial.
