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segunda-feira, outubro 04, 2010

Hegemonia Petista: Tempos Sombrios Adiante

image"É comum o indolente ver seus direitos serem tomados pelos ativos. A condição sobre a qual Deus dá liberdade ao homem é a eterna vigilância; se tal condição é descumprida, a servidão é, ao mesmo tempo, a conseqüência de seu crime e a punição de sua culpa"- John Philpot Curran (parlamentar irlandês, 1750-1817)  

O pequeno júbilo de todos que se opõem há consolidação da hegemonia petista, pelo quase inesperado segundo turno na eleição presidencial, evanesce ao  constatar-se que o avanço já obtido por suas hostes e aliados tendem a garantir maioria parlamentar suficiente para promover mudanças constitucionais sem poder de veto da mirrada oposição em vias de extinção acelerada. Ameaças sombrias como o PNDH-3 e seus tantos congêneres, o cerceamento da liberdade de imprensa e todas as frentes do ativismo de guerra cultural devem se avolumar assustadoramente no provável governo Dilma Roussef. Como  vaticinou José Dirceu, agora é a vez e a hora do PT.

O PSDB segue no papel de coadjuvante menchevique, cuja única razão de (ainda) existir é para servir de instrumento dialético à consolidação do projeto de poder petista. O Democratas coloca-se em situação semelhante ao ter-se tornado apenas uma sombra dos tucanos e tendo renunciado a mostrar-se e firmar-se como uma oposição verdadeira de valores e propostas. Seus caciques se contentaram em lutar para sobreviver e preservar seus feudos regionais, renunciando a uma potencial identidade democrata-liberal e muito menos de corte conservador. Ambos agora pagam o preço por sua leniência servil e caminham a passos largos para tornarem-se irrelevantes e descartáveis no futuro político muito próximo, depois do acachapante esmagamento sofrido nas urnas.

Não há oposição política verdadeira agora, dentro em breve não haverá nem para figuração.